Leituras que estão aprofundando a revisão e o guia
maria-farinha • clima • urbanizaçãoSynergistic effect of extreme climatic events and urbanization on population density of the ghost crab Ocypode quadrata
Machado, Tavares & Zalmon • Marine Ecology • 2019
A maria-farinha é ótima para conversar sobre o que significa usar um organismo como indicador. Este estudo mostra que a abundância do caranguejo não responde a uma única coisa: urbanização e eventos climáticos extremos podem atuar juntos. Isso é útil no meu guia porque impede uma leitura simplista em que qualquer diferença no número de tocas seria atribuída automaticamente ao turismo.
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veículos • mortalidade • praiaMortality of the Atlantic ghost crab Ocypode quadrata due to vehicle traffic on sandy beaches
Costa, Secco, Arueira & Zalmon • Journal of Environmental Management • 2020
Aqui o problema é direto: praias são usadas como vias para carros, mas a areia também é habitat. Os pesquisadores registraram caranguejos mortos por veículos e relacionaram os registros ao tráfego e às características das praias. Para o material educativo, o artigo dá uma base concreta para explicar por que “dirigir devagar” não transforma o tráfego na areia em uma prática sem impacto.
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tocas • método • bioindicaçãoBurrow occupation rates and spatial distribution within habitat of the ghost crab Ocypode quadrata
Costa, Soares-Gomes & Zalmon • Regional Studies in Marine Science • 2021
Contar tocas é tentador porque elas são fáceis de ver. O problema é transformar uma abertura na areia em “um caranguejo” sem verificar a ocupação. Esse artigo discute justamente a relação entre tocas, ocupação e distribuição espacial. Por isso virou uma referência importante para a regra que estou adotando no guia: toca não é sinônimo automático de indivíduo.
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ciência cidadã • praiaSocial and Ecological Elements for a Perspective Approach to Citizen Science on the Beach
Fanini, Costa, Zalmon & Riechers • Frontiers in Ecology and Evolution • 2021
Esse texto me interessa porque trata a praia como sistema social e ecológico ao mesmo tempo. As pessoas não aparecem apenas como “impacto”: elas também podem observar, registrar e participar da produção de conhecimento. Ao mesmo tempo, o artigo ajuda a lembrar que uma atividade escolar de observação não vira ciência cidadã só porque há coleta de dados; é preciso existir pergunta, protocolo, organização e conexão real com um processo científico.
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microplásticos • Brasil • revisãoContaminação por microplásticos em praias arenosas no Brasil: uma revisão sistemática
Oliveira et al. • Oecologia Australis • 2023
Em vez de olhar uma única praia, este trabalho reuniu o que já havia sido publicado sobre microplásticos em praias arenosas brasileiras. A revisão ajuda a enxergar onde há mais estudos, quais métodos aparecem e quais lacunas continuam abertas. Para o meu TCC, ela é útil para contextualizar o problema sem tratar qualquer fragmento plástico visto na areia como se tivesse sido medido da mesma forma em todas as pesquisas.
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Espírito Santo • erosão • maria-farinhaEffects of coastal erosion control interventions on Ocypode quadrata populations on sandy beaches in southeastern Brazil
Nascimento et al. • Estuarine, Coastal and Shelf Science • 2026
Este estudo é especialmente próximo do meu contexto porque trabalhou com praias do sul do Espírito Santo. Ele analisou como urbanização e intervenções usadas para controlar erosão — incluindo estruturas rígidas e alimentação artificial de praia — se relacionam com populações de maria-farinha. É uma leitura importante para mostrar que “proteger a orla” e “proteger o ecossistema praial” nem sempre significam exatamente a mesma coisa.
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